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Terça 26 Setembro 2017

O Homem Baptista Caetano de Almeida

Baptista Caetano de Almeida foi o primeiro dos onze filhos do casal Manoel Furquim de Almeida e Ana Bernardina de Melo, sendo neto, pelo lado paterno, dos paulistas Caetano Furquim de Campos e Isabel Sobrinha de Almeida e, pelo lado materno, de Batista Caetano de Melo e Maria Escolástica do Sacramento. Nasceu no dia 03 de maio de 1797, em Camanducaia (extremo Sul de Minas), onde passou a infância. Por volta dos treze ou quatorze anos de idade foi para São João d’El-Rei a fim de complementar seus estudos, indo morar com o seu tio paterno, o comerciante Pedro de Alcântara de Almeida, com quem aprendeu a trabalhar no comércio.

Segundo Francisco de Assis Almeida, a educação formal de Baptista Caetano deu-se de forma irregular e, graças a seu próprio esforço:

“Não teve estudos regulares, porque em São João d’El-Rei somente havia uma aula de Grammatica latina, e nem uma outra escola de instrucção secundaria, nem imprensa, sendo muito poucas as pessoas que sabiam traduzir o Francez. Entretanto elle aprendeo essa lingoa, e como tinha talento natural, e apreciava muito a leitura, e instruccção, adquiriu conhecimentos practicos das cousas, e negocios publicos.” (ALMEIDA, 1905, p.34)
O autor dessas linhas era irmão de Baptista Caetano e foi por ele criado após a morte de seu pai que se deu em 1818. Seu texto, escrito em 1881, é carregado de emoção e gratidão e ele assim se refere ao irmão mais velho:

[...] “Baptista apezar de moço principíante no commercio,* e morar muito longe da familia, começou logo a ajudar sua mãe na educação e arranjo de seos irmãos, chamando para sua companhia dous delles, á quem educou, e mais tarde fazendo casar, e dotando tres irmans**, e por fim encarregando-se do tratamento, e educação moral e literaria de seos tres ultimos irmãos, Francisco de Assis e Almeida, Caetano Furquim de Almeida (que foi negociante nesta praça***) e José Caetano de Almeida aos quaes conseguio formar em Direito pela Academia de São Paulo. Fez casar muitas parentes pobres, e ajudou a muitos, não só a parentes, como estranhos, e até estrangeiros, porque tinha em summo grao o espirito de caridade e beneficencia da qual não poucos abusarão.” (ALMEIDA, 1905, p.34)
A documentação relativa à vida e a obra de Baptista Caetano de Almeida nos leva a crer que ele era um homem determinado e fiel a seus propósitos pois, ainda segundo o autor a que estamos recorrendo, ele se destacou também no desempenho de atividades comerciais em São João d’El-Rei, onde vendia artigos de secos e molhados:

“Ahi foi tão bom o seo procedimento e tal a sua aptidão, que adquirio intima amizade e plena confiança de seos thios e primos e mais tarde formou com hum destes [Francisco de Paula de Almeida Magalhães] uma sociedade mercantil, destinada principalmente a salvar a casa antiga de seo thio, e primos”. (ALMEIDA, 1905, p.37)
A referida sociedade comercial que tinha com o seu primo Francisco de Paula de Almeida Magalhães durou até 1828 e, no desempenho de suas atividades comerciais e no contato direto com os vendedores e compradores, relacionou-se não só com a vila e suas redondezas como também com grande parte da província de Minas e com a Praça do Rio de Janeiro, tendo fregueses de Goiás e até do Mato Grosso uma vez que, por essa época, São João d’El-Rei era um “grande empório commercial ” (ALMEIDA, 1905, p. 38).

Em 1828 desfez a sociedade com o seu primo e constituiu uma outra, com novos sócios, que ele apresentou à praça no dia 09 de agosto de 1828 através de um anúncio na seção “Avisos“ do jornal “Astro de Minas”, destacando que os mesmos eram pessoas de sua confiança e já conhecidos naquela vila, realçando as qualidades pessoais e a experiência deles no comércio:

“Baptista Caetano de Almeida, tem concluido a separação de Sociedade com seo primo e amigo o Sr. Francisco de Paula d’Almeida, e por convenção amigavel o anunciante se encarregou da transação activa, e passiva da extinta Sociedade. O mesmo continua com a sua negociação em duas casas, huma debaixo da administração dos seos manos, e socios Martiniano Severo de Barros, e João Martins de Carvalho, e outra debaixo da direcção de José Bernardino Teixeira, e Sabino Januario do Sacramento, aquelles já bem conhecidos pela sua boa fé mercantil, e estes não menos pelo bom conceito, que hão adquirido, durante o temppo que administrarão diversas negociações do anunciante. As duas referidas casas se offerecem de setembro em diante, à prestarem sortimento de fazenda seca, molhados, e louça, para todos aquelles compradores, que se queirão sortir em tais generos, quer em grosso, quer em retalho; os quais deverão contar sempre com a mais exacta circunspecção, e boa fé da parte dos socios do anunciante. Tanto huma, como outra casa, são na Rua da Intendencia, e correrão, huma com a firma de Martiniano Severo de Barros e C., e outra com a de José Bernardino Teixeira e C.” (“ASTRO DE MINAS”, 09 de agosto de 1828)

Fonte:

MOTTA, Rosemary Tofani. Baptista Caetano de Almeida: um mecenas do projeto civilizatório em São João Del-Rei no início do século XIX – a biblioteca, a imprensa e a sociedade literária. 2000. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) – Escola de Biblioteconomia, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2000. Disponível em: http://www.bibliotecadigital.ufmg.br/dspace/bitstream/1843/EARM-6ZCP6D/1/mestrado___rosemary_tofani_motta.pdf . Acesso em: 11/03/2011.

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